Ir embora por precisar ir. Querer voltar todos os dias, por amar a complexidade dos teus atos. A complexidade que tu causa em mim. A confusão. Quero novamente, tirar todas as coisas do chão e arrumar. Vida no seu porto seguro, no meu porto seguro. Varrer todos aqueles destroços e me livrar deles. Dar vida a tudo. O cinza não me agrada.
sábado, 17 de março de 2012
É isso.
Eu não queria ter desistido. Eu não queria mesmo que você tivesse feito eu desistir. Tivesse deixado. Me sinto mal por isso. Por ver você abrir mão tão fácil, como se tudo tivesse mesmo sido passageiro. Ir embora e deixar as coisas todas no chão, deixar nossa vida juntos no chão. Derrubar de novo todo aquele nosso castelo no meio das ruínas, toda aquele porto seguro.. Lembra? É, porto seguro. E agora, tudo que eu sinto é distancia, lembranças e raiva. Raiva por não ter explicação, por toda essa complexidade que anos depois, ainda me tira o sono. E me tira o sono muitas noites. Eu não queria o depois, não queria saber como ia ser ou o que íamos fazer no dia seguinte. Mas queria acordar com você no dia seguinte. Queria dormir com você hoje. E queria te falar tudo isso, exatamente agora. Mas sempre foi tudo muito baseado nos 'quereres'. Agora... Não dá pra fazer nada. Só assistir passar. Os dias, as noites, as luas, o tempo, a vida. Acreditar que pode ser, pode não ser e que ainda existe. Pois existe.
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