domingo, 26 de setembro de 2010

Keeping

Parar, pensar, sentir, agir. Parei, pensei, senti, senti demais e foi tão intenso que não precisei agir, vi que as coisas já estavam se movendo sem eu precisar me mover. O tempo reciclando vários pensamentos, sentimentos e idéias. Trazendo conclusões, certezas e incertezas. Esperanças espontâneas juntas de abraços. "Para de questionar o que sentimos, a gente sente e só!" É, o problema não é o sentir, é o como sentimos. Um sorriso que fez voltar um arrepio, um 'saudades' que fez voltar uma aceleração no coração, uma respiração próxima que fez voltar o desejo. E então, lágrimas. Guardei, segurei, engoli, todas. Não ali, não naquela hora. Pois não seriam uma, nem duas, seriam infinitas e não seriam só minhas. Porra, não seriam só minhas, você entende? Queria gritar pro mundo, te abraçar e deixar todas essas lágrimas rolarem no seu peito. Deixar o peito esvaziar e se encher de coisas boas, se encher de você. Nunca quis tanto a sensação de te ouvir dizer de novo pra eu não fazer assim, não chorar assim, não me machucar assim. Porque tua voz no pé do ouvido faz bem, mesmo no pior momento, faz bem.
Tudo passando mais rápido do que meus pensamentos podem acompanhar, e mesmo assustada, no fundo eu agradeço por passar tão rápido, esperar é chato. Mesmo dizendo que não, eu estou sempre esperando, esperando que algo novo apareça e mude tudo, ou que o de sempre apareça com algo novo mudando tudo. Sempre esperando nós e sempre correndo de nós. Sempre correndo de mim mesma e nunca correndo de você. E eu nem sei porque. Ou sei e escondo, ou não escondo nada. Talvez você saiba, talvez você devesse fazer o favor de me explicar tudo. Ou talvez você não saiba nada também. Talvez não fosse certo eu dizer nada disso, do mesmo jeito que não é certo você saber de tudo isso sem eu precisar dizer, mas sabe. Enfim, não gosto de textos sem fim como esse aqui, não gosto de histórias sem fim como a nossa também, então por favor, dá pra pegar o lápis e continuar logo?
Camilla V.

Nenhum comentário: